Esse tipo de areia é o mais apropriada para rebocos em geral; podendo ser utilizada na fabricação de concretos e misturada nas argamassas de bases (mais grossa).
A Areia fina também pode ser utilizado juntamente com as areias grossas ou médias para melhorar a distribuição de tamanho entre os grãos.
O termo "areia fina" é usado para designar o inerte com a dimensão máxima de 0,25 mm.
Areia Fina Branca
A areia fina é geralmente a mais usada na construção civil:
É o tipo de areia mais apropriada para rebocos em geral;
Também utilizada na fabricação de concretos;
A Rodeghel Areia e Pedra iníciou suas atividades no ano de 1997 seguindo o exemplo é dando continuidade no ramo de atividade de comercialização de Areia, Pedra e agregados, onde o Patriarca da família Sr Aldevando Rodeghel já trabalhava no ramo.
Atualmente tem como Ceo da Empresa o Sr Rodrigo Rodeghel, buscando atualizar e modernizar os processos da Empresa para atender com excelência os atuais clientes sem perder a essência da Empresa já praticados anteriormente.
Localizada na cidade de Sorocaba, em uma área estratégica de 5.000 m2 , temos a facilidade de atender nossos clientes com entregas rápidas, material de ótima qualidade, grande estoque para fornecimento imediato, diversas variedades de materiais, preço justo e respeito ao Meio Ambiente.
Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado Profissionais autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e trabalhadores informais que tiveram rendimento tributável acima de R$ 35.584,00 no ano passado precisam entregar a declaração do Imposto de Renda 2026. O prazo se estende até 29 de maio. A entrega após essa data implica multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. Além disso, contribuintes que deixarem de enviar a declaração podem ter o acesso ao crédito dificultado e o CPF classificado como irregular pela Receita Federal. Também são obrigados a apresentar a declaração do Imposto de Renda 2026 os contribuintes que: receberam rendimentos isentos ou não tributáveis acima de R$ 200 mil; tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos; realizaram operações na bolsa acima de R$ 40 mil ou tiveram lucro tributável; possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025; tiveram receita da atividade rural acima de R$ 177.920,00 ou querem compensar prejuízos; passaram a morar no Brasil em 2025; tiveram rendimentos ou investimentos no exterior. ⚠️ Independentemente da forma de pagamento — PIX, transferência ou dinheiro — toda renda precisa ser informada à Receita Federal. MEI também entra na regra do Imposto de Renda Microempreendedores individuais que cumprem obrigações como CNPJ também podem ser obrigados a entregar a declaração do Imposto de Renda como pessoa física. “A Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI (DASN-SimeI) informa o faturamento do CNPJ, enquanto o IRPF reúne a renda e o patrimônio da pessoa física, somando tudo o que ela ganhou ao longo do ano”, explica Marcus Reis, analista de atendimento ao cliente do Sebrae. Assim, o MEI pode ser obrigado a entregar a declaração do Imposto de Renda da pessoa física, a depender do nível de renda tributável alcançado no ano. Isso ocorre porque nem todo o faturamento do MEI é tributado da mesma forma, e parte dele pode ser considerada isenta. Ainda assim, quando o lucro tributável ultrapassa o limite definido pela Receita Federal, a entrega da declaração se torna obrigatória. Além disso, especialistas alertam que pendências no CPF podem ter impacto direto sobre o CNPJ. “O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades para obter certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, acessar financiamentos, entre outros”, afirma a head de contabilidade da plataforma MaisMei, Kályta Caetano. Como calcular a renda tributável do MEI Para saber se precisa declarar, é necessário olhar além do faturamento total e separar o que é isento do que é tributável. Essa divisão depende da atividade exercida: 8% do faturamento para comércio, indústria e transporte de cargas; 16% para transporte de passageiros; 32% para prestação de serviços. Depois disso, ainda é possível descontar despesas do negócio. O valor restante é considerado lucro tributável. Na prática, a lógica é simples: nem todo o dinheiro que entra no MEI é automaticamente considerado renda tributável para o Imposto de Renda. A parcela isenta deve ser declarada na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Já o valor tributável deve ser informado em “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. Se o resultado final ficar abaixo do limite de obrigatoriedade e não houver outras fontes de renda, o MEI pode ficar dispensado da entrega da declaração. Autônomos e trabalhadores informais Assim como no caso do MEI, quem trabalha por conta própria sem vínculo formal também entra nas regras do Imposto de Renda. É o caso dos autônomos e trabalhadores informais, que muitas vezes lidam com rendas variáveis e diferentes formas de recebimento ao longo do ano. Nesse grupo estão profissionais como motoristas, pedreiros, pintores, designers, consultores, professores particulares e outros prestadores de serviço que atuam de forma independente. Apesar da diversidade de atividades, a regra não muda: toda renda recebida precisa ser informada à Receita Federal, independentemente da forma de pagamento ou da regularidade dos ganhos. Como declarar renda de autônomos e informais Na prática, o que muda para quem trabalha por conta própria é a forma de organizar e declarar os rendimentos, que varia conforme quem fez o pagamento. Quando o serviço é prestado para empresas, o processo tende a ser mais estruturado. A própria empresa é responsável por fornecer um informe de rendimentos com todos os valores pagos ao longo do ano, além de eventuais retenções de Imposto de Renda e INSS. Esses dados são informados na ficha de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, com identificação do CNPJ da fonte pagadora. Já quando o pagamento vem de pessoas físicas, a regra exige mais atenção do contribuinte. Nesses casos, é obrigatório o uso do Carnê-Leão, sistema em que os rendimentos são registrados mês a mês. A partir dessas informações, a Receita Federal calcula o imposto devido com base na tabela progressiva, e o pagamento deve ser feito até o mês seguinte ao recebimento. No fim do ano, os dados são importados automaticamente para a declaração anual, que também exige a identificação do CPF de cada pagador. Dentro do universo dos trabalhadores autônomos, os profissionais do transporte têm regras próprias de tributação, que diferenciam parte da receita como isenta. No transporte de passageiros, 40% da receita é considerada isenta, enquanto 60% é tributável. Já no transporte de cargas, o percentual isento é maior: 90% da receita não entra na base de tributação, e apenas 10% é considerado tributável. Mesmo com essas regras diferenciadas, o Carnê-Leão continua sendo obrigatório para o controle mensal da renda. E um ponto importante: nessas atividades, não é permitido deduzir despesas operacionais. Se o imposto não for pago ao longo do ano, ele acaba sendo cobrado na declaração anual, com acréscimos de juros e multa. Como reduzir o imposto devido Embora a tributação siga regras fixas, há formas legais de reduzir o valor do imposto ao longo do ano por meio da dedução de despesas relacionadas à atividade profissional. Podem ser abatidos gastos como aluguel do local de trabalho, contas de água, luz, internet e telefone, além de materiais e insumos, serviços de terceiros, publicidade e investimentos em capacitação. Mas, para que essas despesas sejam aceitas, é fundamental comprovar os gastos. Por isso, especialistas recomendam organização constante, com guarda de recibos e uso de controle financeiro como o livro-caixa. Documentos necessários para declarar Antes de enviar a declaração, o ideal é reunir toda a documentação com antecedência. Isso ajuda a evitar erros e reduz o risco de cair na malha fina. Entre os principais documentos estão dados pessoais, informes de rendimentos, registros do Carnê-Leão, livro-caixa, comprovantes de despesas dedutíveis, documentos de bens e direitos e informações bancárias para restituição ou débito automático. Para MEIs, autônomos e trabalhadores informais, comprovar renda pode ser um desafio em situações como pedidos de crédito ou financiamentos. Nesses casos, alguns documentos ajudam a demonstrar a regularidade dos ganhos, como extratos bancários, declaração do Imposto de Renda, recibos de prestação de serviços, a Decore emitida por contador e, no caso de MEI, a declaração anual DASN-SIMEI. O que muda no IR 2026 A Receita Federal segue ampliando o uso da declaração pré-preenchida, que reúne dados enviados por empresas, bancos e outras instituições financeiras, facilitando o preenchimento e reduzindo erros. O envio da declaração pode ser feito pelo programa do Imposto de Renda, pelo aplicativo Meu Imposto de Renda ou pelo portal e-CAC. O prazo final para entrega segue até 29 de maio de 2026. Quem não cumprir a obrigação pode ter o CPF irregular, enfrentar restrições de crédito e ainda pagar multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. Imposto de renda Joédson Alves/Agência Brasil
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades dos Três Poderes. Entre os problemas apontados estão: identificação incompleta de passageiros; voos com baixa ocupação; e ausência de justificativas formais para a utilização de voos oficiais em substituição à aviação comercial. ✈️ A análise dos técnicos abrangeu o período de março de 2020 a julho de 2024 e analisou 7.491 registros de voos feitos por aviões da FAB. Desse total, 266 foram realizados por autoridades. Segundo o TCU, 66 desses voos não possui registro disponível ou não foi localizado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📈 Nos 194 casos analisados, não houve qualquer avaliação formal que justificasse o uso da aviação oficial em detrimento da comercial, ponto considerado essencial diante do maior custo dos voos da FAB. 📝 A auditoria também identificou falhas documentais. Em 29 dos 194 requerimentos, não foi informada a finalidade da missão nem apresentadas agendas oficiais correspondentes. Em cerca de 70% dos casos houve problemas na identificação dos passageiros, seja por nomes incompletos, ausência de cargos ou falta de documentos oficiais, em desacordo com as normas vigentes. 💰 A auditoria também calculou os custos de cada passagem aérea individual da FAB. Os dados levaram em consideração o ano de 2024, segundo os auditores, foi o único ano que a FAB forneceu a identificação, com documentos comprobatórios dos custos. Para o período de 2020 a 2023, a FAB informou apenas a quantidade de passageiros embarcados sem maiores evidências. 💵 Em 2024, o custo de cada passagem aérea individual da FAB foi, em média, 6,4 vezes mais alto do que o equivalente na aviação comercial. Em um terço dos voos, o custo individual superou em mais de 20 vezes o da alternativa comercial. "No consolidado, se considerados todos os voos em que foi possível obter o índice comparativo de custos, no total de 884 (76% do total), a economia estimada aos cofres públicos, caso utilizada a aviação comercial, seria de R$ 36.1 milhões no período compreendido entre janeiro e julho de 2024 (7 meses). Se utilizado o valor apurado acima e feita uma projeção para a economia estimada no período de 1 ano, o valor chegaria a R$ 81.6 milhões", destacam os técnicos. Entre 2020 e julho de 2024, foram identificados 111 voos com apenas um passageiro a bordo e 1.585 viagens, 21% do total, com até cinco ocupantes, número inferior à capacidade mínima das aeronaves da FAB, que comportam ao menos oito pessoas. Considerando todos os voos e modelos utilizados, a taxa média de ocupação foi de 55%. Aeronave da Força Aérea Brasileira Reprodução/RBS TV Mudança de regras Na quarta-feira (15), o TCU analisou os achados da auditoria e determinou que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica elaborem um plano de ação conjunto para reformular a estrutura regulatória do emprego de aeronaves da FAB para o transporte de autoridades em 30 dias. De acordo com o TCU, as medidas que estarão no plano deverão ser adotadas no prazo de até 180 dias. Algumas das determinações que os órgãos deverão estabelecer critérios objetivos que deverão ser seguidos nos pedidos de uso de aeronaves da FAB: demonstrar a efetiva necessidade do emprego da FAB e não da aviação comercial; demonstração da necessidade de presença dos membros da comitiva para o cumprimento da agenda da autoridade; identificação dos passageiros, com descrição dos cargos e CPF; demonstração do risco para a segurança da autoridade em voo comercial. Como funciona hoje? Segundo a regra atual, podem utilizar as aeronaves da FAB as autoridades: vice-presidente da República; presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal; ministros de Estado; e comandantes das Forças Armadas e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Além disso, o ministro da Defesa poderá autorizar o transporte aéreo de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras. Prioridade de atendimento As solicitações de transporte da FAB seguem uma ordem de prioridade: por motivo de emergência médica, por meio de documento assinado por profissional de saúde; por motivo de segurança, por meio de justificativa que fundamente a necessidade de segurança, a exceção é o vice-presidente, em que presume-se uma situação de risco permanente; e por motivo de viagem a serviço, por meio de registro em agenda oficial da atividade da qual a autoridade solicitante participará. No atendimento de situações de mesma prioridade, quando não houver possibilidade de compartilhamento de aeronave, é observada a seguinte ordem de precedência: vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados e presidente do Supremo Tribunal Federal; e ministros de Estado. Compartilhamento de aeronaves A regra determina que, sempre que possível, a aeronave da FAB deverá compartilhada por mais de uma das autoridades se o intervalo entre os voos para o mesmo destino for inferior a duas horas. Nesses casos, o horário de partida do voo será ajustado de acordo com a necessidade da autoridade de maior gradação na ordem precedência. Caracterização e comprovação da necessidade A autoridade solicita o voo é responsável por analisar a efetiva necessidade da utilização de aeronave da FAB em substituição a voos comerciais. As autoridades precisam manter: registro das datas, dos horários e dos destinos de sua viagem; registro do motivo da viagem, abrangido dentre as hipóteses previstas no caput do art. 3º; comprovação da situação que motivou a viagem; e o registro daqueles que acompanharam a autoridade na viagem. A comitiva que acompanha a autoridade na aeronave deve ter estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança. É entendido como motivo de segurança o uso de aviões da FAB o deslocamento ao local de residência permanente das autoridades. Uso de vagas ociosas As autoridades que solicitam os voos são responsáveis pelo preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que compartilharem o voo e por suas comitivas. As regras não se aplicam ao presidente da República, às comitivas presidenciais ou às equipes de apoio às viagens presidenciais.
De janeiro a março deste ano, o governo federal arrecadou R$ 1,28 bilhão com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada 'taxa das blusinhas'. De acordo com a Receita Federal, o número representa um avanço de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação com o imposto somou R$ 1,05 bilhão. Se por um lado a medida tem ajudado na arrecadação federal, por outro ela tem resultado em prejuízo aos Correios e em preocupação na ala política do governo. Aprovação conturbada Após intenso debate e recuos, a taxação das compras internacionais de até US$ 50 foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho de 2024. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a dizer que taxar compras internacionais era "irracional", mas sancionou a lei que estabelecia a cobrança. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até então, elas eram isentas. Mas o aumento da taxação era um pleito da indústria nacional para garantir condições de igualdade no comércio exterior. O então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi a público repetidas vezes dizer que a taxação das compras online não traria impactos aos consumidores. Taxa será revogada? A menos de seis meses das eleições, o presidente Lula e representantes da ala política do governo federal passaram a defender a revogação da taxação. O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), disse em café com jornalistas nesta quinta-feira (16) que achava "uma boa" revogar a medida. "Minha opinião se eu for consultado", disse o ministro. Os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) são contra o fim da taxa das blusinhas. Geraldo Alckmin, que até o mês passado estava à frente do Mdic, defendeu o imposto e disse que não há decisão do governo sobre revogar o imposto. Empresários e trabalhadores de 67 associações chegaram a enviar um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em protesto contra o possível fim da "taxa das blusinhas". "Nossa posição é clara: igualdade tributária e regulatória. Não faz sentido incentivar a importação de produtos que já são bastante subsidiados em seus países de origem, notadamente China, e prejudicar a produção, os investimentos, empregos e a geração de empregos no Brasil", diz Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).
Programas como Cellebrite UFED e Magnet Greykey são capazes de extrair muitas informações de celulares Altieres Rohr/G1 Policiais podem recuperar conversas e arquivos apagados de celulares de investigados por meio de análises em serviços na nuvem e de programas que extraem informações de aparelhos. A megaoperação de quarta-feira (15) que revelou um esquema suspeito de lavar R$ 1,6 bilhão começou com a análise de arquivos no iCloud. Ela permitiu cruzar informações como extratos, conversas e documentos financeiros, segundo a Polícia Federal. Em outra investigação, a PF identificou mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, segundo o blog da Andréia Sadi. Costa foi preso pela PF na quinta-feira (16). Prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo: o que o iCloud armazena e como ele pode revelar a rotina do usuário Como um backup no iCloud levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo A análise de arquivos em serviços como iCloud e Google Drive pode acontecer diretamente no celular do investigado, caso o aparelho esteja desbloqueado, ou por meio de ordem judicial para plataformas compartilharem o material. Autoridades fizeram 38.290 pedidos de informações de usuários do Google de janeiro a junho de 2025, segundo dados mais recentes divulgados pela empresa. Os dados foram fornecidos em 77% dos casos. No mesmo período, a Apple recebeu 7.592 pedidos por dados em aparelhos e forneceu informações em 79% dos casos. Houve ainda 3.678 pedidos por dados na nuvem, com informações fornecidas em 81% dos casos. Policiais com acesso aos celulares também podem usar programas como o israelense Cellebrite UFED e o americano Magnet Greykey, que têm uso restrito e são capazes de contornar mecanismos de bloqueio e extrair muitas informações do dispositivo. Os programas conseguem acessar o histórico de mensagens em aplicativos como WhatsApp e Telegram. E, em alguns casos, recuperam dados apagados pelo dono do aparelho. Isso porque as ferramentas não analisam apenas o que está visível para usuários. Elas se concentram, na verdade, em bancos de dados e outros registros presentes na memória do dispositivo. Como o aparelho é desbloqueado A primeira etapa é desbloquear o celular caso ele seja protegido por senha. Isso pode ser simples, se o dono do aparelho fornecer o código, ou exigir o uso de programas de perícia que buscam contornar o bloqueio para extrair os dados. Caso o programa entre em ação, ele tentará explorar brechas de segurança específicas do modelo de celular. Essas falhas levam tempo para serem descobertas, o que dificulta o processo em aparelhos recentes, explicou Marcos Monteiro, presidente da Associação Nacional dos Peritos em Computação Forense (Apecof). "Esse mecanismo de desbloqueio funciona literalmente como hackear o celular. Mas o Cellebrite ainda não tem uma forma automatizada de quebrar a senha de um iPhone 17, por exemplo", afirmou ao g1, em referência ao modelo lançado em 2025 pela Apple. As ferramentas que contornam o bloqueio de celulares são limitadas a especialistas forenses e têm licenças que chegam a custar US$ 50 mil por ano (cerca de R$ 250 mil, na cotação de 16 de abril). Como os dados são extraídos Os programas de extração dos dados costumam rodar em dispositivos que se conectam ao celular por meio de uma conexão USB e identificam o melhor método para obter as informações. As ferramentas atuam em um nível mais profundo no aparelho, explorando vulnerabilidades em sistemas, e não nos aplicativos. Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens Divulgação/Cellebrite "O tipo de extração vai permitir definir o nível de dados que pode ser organizado", disse Monteiro, da associação de peritos. Segundo ele, o processo pode ser descrito em quatro níveis, do mais raso ao mais profundo: extração lógica, que usa o nível do sistema operacional para obter dados como contatos, registros de chamadas e fotos visíveis, por exemplo; extração lógica avançada, que usa privilégios do sistema para extrair ainda mais dados, incluindo bancos de dados de aplicativos e informações temporárias; extração em sistema de arquivos, que alcança arquivos ocultos e registros em código – ela nem sempre pode ser feita porque exige contornar mecanismos de segurança; extração física, que recupera uma quantidade maior de dados, inclusive os que permanecem na memória porque não foram substituídos por informações novas. "O mesmo celular pode ser submetido a mais de uma extração, isso não é incomum. É importante", disse Monteiro. "Na hora da análise, pode ser que um tipo de extração não tenha trazido a informação que você quer, mas há outro tipo que trouxe". O ideal é que a extração seja feita o quanto antes porque alguns registros são temporários, explicou ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital, em uma reportagem de janeiro de 2026. "Com algumas ferramentas, é possível 'quebrar' essa senha de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar", afirmou. Como os dados são analisados Com o material bruto, investigadores podem recorrer a programas voltados à análise desse material. A ideia é exibir arquivos ilegíveis em um primeiro momento e organizar grandes volumes de informações. Um dos mais conhecidos é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), criado por peritos da PF em 2012. Ele permite buscar informações em registros de WhatsApp e Telegram, bem como em outros bancos de dados do aparelho. Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF O programa pode buscar padrões, como números de CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. "O IPED não ignora nada que está no aparelho celular. Ele organiza algumas coisas e, nas que não são organizadas, permite fazer uma consulta um pouco mais avançada", explicou Monteiro. Ainda segundo o perito, há programas que recuperam mensagens de visualização única. "Para isso, é preciso ler o banco de dados do WhatsApp ou do Telegram, e não acessar o aplicativo no aparelho de celular". Foto de visualização única no WhatsApp Divulgação/WhatsApp Como é a proteção em aplicativos de mensagens As conversas no WhatsApp têm criptografia de ponta a ponta desde 2016 para impedir interceptações durante o envio de mensagens. "Antes de uma mensagem sair do seu dispositivo, ela é protegida com um cadeado de criptografia e apenas o destinatário da conversa tem as chaves para abri-lo", explica o aplicativo, em seu site. O Telegram também oferece essa proteção, mas, por padrão, armazena as conversas em seu servidor. O serviço afirmou ao g1 que, embora faça o melhor para proteger usuários, é impossível garantir a segurança em um dispositivo comprometido. "Uma vez que a segurança do sistema operacional subjacente é contornada, o invasor essencialmente obtém o mesmo acesso que o proprietário do aparelho", disse o Telegram. Montagem com os aplicativos de mensagem concorrentes WhatsApp e Telegram Divulgação e Carlos Henrique Dias/g1